segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

|One-Shot| I Will Be

Título: I Will Be
Autor(a): Mia S.
Shipper: Rose Hathaway / Dimitri Belikov
Gênero: Romancê/Drama/Universo Alternativo
Censura: NC-17
Sinopse: "Não, você tem sua noiva, tem a sua vida, assim como eu tenho a minha. O que nós tivemos foi incrível, único, mas passageiro. Errado."
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Para Rose Hathaway, não estava mais dando certo ter que conviver com a culpa. Sim, ela se sentia culpada quando via nos olhos de Dimitri Belikov, que ele a amava. Se sentia culpada porque sabia que ele tinha uma noiva que o esperava. E com isso, decidiu que o melhor para os dois, seria o fim.
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Mas ela não oderia fazer uma escolha sozinha, escolha essa que afetaria a ambos.
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Mesmo com isso. Dimitri prometeu a si mesmo que não deixaria ela se afastar.
Rose já era dele. E disso ninguém discordava.

I Will Be - Parte I

Narrado por Rose Hathaway

- Desculpe, mas eu não posso mais.

- O que? Rose... você...

- Dimitri. – respirei fundo, apenas pensar em dizer seu nome como um adeus rasgava meu peito. – É errado, eu não consigo mais, ta legal? Você pode chamar isso do que quiser, choque de realidade ou sei lá o que. Eu só não consigo mais.

- Roza. – sussurrou, eu neguei.

- Não, você tem sua noiva, tem a sua vida, assim como eu tenho a minha. O que nós tivemos foi incrível, único, mas passageiro. Errado.

- Não precisa ser assim, eu te disse. – engoli as lágrimas.

- Desculpe, adeus. – mais uma única e dilacerante vez, eu dei alguns passos para frente, levantei os pés e moldei meus lábios com os seus, ainda podia sentir meu coração dar pulos quando minha pele tocava a dele. Com um sorriso triste, eu me afastei e fechei a porta.

Andei até o sofá da sala, nas mãos, o ultimo buquê de rosas que ele me traria.

Dimitri Belikov, sete anos mais velho que eu, com uma noiva, porem apaixonado por mim.

A pouco mais de três meses mantínhamos uma relação. Nenhum de nós considerava aquilo como traição. Dimitri havia me prometido que terminaria tudo com a noiva, mas ontem, quando eu estava caminhando pelo parque da cidade perto do meio dia, eu os vi. 
Não só os dois. Mas a família deles, todos ria envolta de uma linda mesa no meio do parque, conversavam, se divertiam, exceto é claro, por Dimitri, que apenas por educação, sorria para uns, conversava com outros.

Mas foi ai que eu a vi. Natasha Ozera – a noiva dele – levantou de súbito, sentou no colo dele e o beijou. As pessoas em volta da mesa aplaudiram, todos muito contentes por aquilo.

Naquele momento, eu percebi que eu não me encaixava naquele quadro perfeito de família. Mesmo que Dimitri negasse dizendo que a outra seria sempre ela, já que era eu quem tinha seu coração.

Eu tentei me lembrar disso quando cheguei em meu apartamento naquele dia e decidi dar um basta nessa situação. Só que eu não consegui.

Por isso, eu decidi por um fim em tudo, mesmo que me machucasse, eu sabia que era o melhor a ser feito, para o meu próprio bem.Fui até o banheiro, lavei bem rosto e segui para a casa de Lissa, minha melhor amiga.

Toquei a campainha e logo uma Lissa afobada e com o cabelo enrolado em uma toalha apareceu.

- Rose?

- Não, é o fantasma dela. – Liss rolou os olhos e me deu passagem.

Fomos direto para o quarto dela. Lissa, assim como eu, morava sozinha.

- O que aconteceu?

- Nada.

- Como nada? Você não derrubaria minha porta por nada. – ela parou por algum tempo, me analisando. – OMG, ROSE. VOCÊ TA GRAVIDA. – ela gritou, me obrigando a rir.  

- Cala a boca, Liss, se tem uma coisa que eu não to, é grávida. – ela respirou, aliviada.

- Então o que aconteceu? E não me venha com essa história de nada porque eu não acredito dona, Rosemarie Hathaway.

Contei a ela tudo o que tinha acontecido comigo desde ontem. O ultimo encontro nosso antes de eu vê-los naquele parque. O beijo que ele recebera da noiva, sua expressão quando chegou ao meu apartamento com mais um de seus variados buquês de flores. O modo como ele reagiu quando eu disse que não agüentaria mais. E a maneira como ele me falou que terminaria tudo hoje com ela, e também o modo como eu disse não.

- Porque você disse não?

- Você não vê, Lissa? Esse casamento é arranjado desde que eles nasceram, ai, do nada, chega uma garota, que ele conheceu em um parque de diversões, e desfaz tudo o que duas famílias planejaram a anos. Eu conheço Dimitri melhor do que eu conheço a mim mesma, e sei que ele não quer desapontar os pais. Assim como não quer me desapontar. – falei. Sentindo as lágrimas voltarem.

- Mas você o ama, Rose? É a felicidade de vocês, isso deveria contar. – eu solucei.

- Eu só quero colo de amiga agora, ok? Será que eu tenho alguma disponível?

- AHHHH. Vem aqui meu bebê indefeso. – ela me envolveu em seus braços, me recostei nela. Estar com Lissa sempre melhorava um pouco as coisas. Mesmo tendo personalidades diferentes, eu e ela entendíamos uma a outra. Éramos quase como irmãs.

- Você vai ficar bem, Rose, isso vai passar, as coisas vão melhorar. – assenti, apertando mais os braços dela em volta de mim.

- Você... você pode dormir lá em casa hoje? Acho que se eu ficar sozinha vou fazer besteira. Você pode?

- Posso sim, vamos lá na sua casa, pegar umas roupas para você que a senhorita vai passar uns dias comigo.

- Não, Liss, não quero te atrapalhar.

- Que atrapalhar que nada. Vai ser bom ter você comigo, de uns meses para cá você esteve ausente comigo. 
- É, mas agora isso mudou. – falei, me lembrando de que nunca mais o teria para preencher meus dias.

- Não fique assim, amiga. Você tem vários outros caras que dariam a vida para sair com você.

- Mas eu não quero outros caras. – minha voz embargou, e eu sabia que tinha um biquinho em meus lábios.

- Eu sei, Rose, eu sei. – ela me balançou em seus braços. – Você fez a coisa certa, querida.

- Agora tudo vai ficar bem, pode acreditar em mim. Tudo vai dar certo. Eu estou com você.

Respirei fundo, e levantei para encará-la.

- Vamos na minha casa? Vou pegar minhas coisas. – Liss sorriu, e acenou.

- Vamos sim, deixa só eu tirar essa toalha do cabelo. – nós rimos.

Esperei na sala enquanto ela se aprontava. Eu não queria ficar sozinha, fraca do jeito que eu era, a única coisa que eu ia conseguir fazer era ir atrás dele. E isso eu não podia, não depois de tudo. O melhor para nós dois, era guardar na memória tudo o que vivemos, apenas uma boa recordação.

- Vamos? – indagou Lissa, entrando na sala com o cabelo solto.

- Vamos.

Fomos até a minha casa no meu carro, peguei algumas roupas básicas, meus cremes e tudo o que eu usava na minha higiene pessoal.

Quando fui pegar um livro que eu adorava na instante em meu quarto, vi uma foto dele ali em cima. Não era só dele, era nossa. Estávamos em frente ao shopping, Lissa estava com a gente e ela que tirou a foto. Estávamos abraçados, Dimitri me envolvia nos braços como se eu fosse um bebê. Riamos. Era, com certeza, a melhor foto que eu tinha.

- Ahh... não mesmo, Rose, largue isso. – ouvi a voz de Lissa, automaticamente eu larguei a foto e fomos embora.

Lissa sabia de tudo desde o começo, ela não gostou nada de saber que ele tinha uma noiva, mas sabia o quanto nos amávamos e disse que nunca seria contra a algo que me fizesse feliz.

Quando chegamos, enfim, fui tomar um banho. É, agora era apenas esperar a dor passar.  
Narrado por Dimitri Belikov

Eu só queria entender o porque. Eu precisava entender o porque de ela ter terminado tudo assim, do nada. Eu havia prometido, eu havia prometido a ela que terminaria tudo com Tasha, era só esperar a melhor oportunidade. Só não tinha dito isso a ela ainda pois nunca conseguíamos ficar sozinhos, sempre tinha alguém por perto.

No começo, quando conheci Rose, não levei a sério, não como um relacionamento, pensei mais que podíamos ser grandes amigos. Ela me entendia, sabia como eu estava receoso com esse casamento, mas não poderia decepcionar meus pais. Idiota. Eu era um grande idiota.

Quando percebi que eu a amava, foi, digamos que, um choque para mim. Eu estava prestes a casar com um mulher, porem amava outra.

AHH minha Rose, se você soubesse o quanto me arrependo por não ter terminado tudo isso antes. Se você soubesse o quanto me faz falta.

Todos os dias, todos os dias eu ia vê-la, até quando éramos apenas amigos. Eu gostava de estar na presença dele. De ouvir seu riso e tocar seu cabelo marrom e macio.

Rose costumava dizer que eu estava com ela apenas por seu cabelo. Nós riamos quando ela falava isso.

E agora eu vejo o quão cego fui, um bobo por não ter ido contra tudo e todos por ela. Se ela soubesse o quanto suas palavras me machucaram, o quanto eu me odiei depois disso. Daria tudo para tê-la de volta. Mas era tarde demais. Tarde para nós dois. Era tarde demais para o nosso amor.

Eu só esperava que um dia ela pudesse me perdoar. Que ela pudesse ser ao menos minha amiga, o que seria difícil para mim, difícil porque eu não poderia ver outro homem tocando-a como eu toquei.

Mas que droga, ela era minha, só minha.
Ninguém tinha direto algum sobre ela a não ser eu. Minha vontade era de sair chutando tudo e correr até ela. Mas eu era covarde demais para isso.

Ao invés disso, eu me tranquei no quarto e me pus a encarar o anel de noivado que eu havia comprado para Rose, decidido a pedi-la em casamento, pronto para abandonar a minha família para ficar com ela. Tarde de mais.

- Amor... – como eu queria que essa voz fosse dela.

- Oi. – murmurei para Tasha.

- O que você tem? Se trancou nesse quarto o dia todo. Não quer sair?

- Não, obrigada.

- Ah... vamos lá, Dimka, sair um pouco.

- EU JÁ DISSE QUE NÃO QUERO, MAS QUE DROGA. – Tasha me olhou, com raiva.

- Isso, fique ai deitado mesmo, mas lembre-se Dimitri, você nunca a terá, NUNCA. Você vai se casar comigo. Não com aquela bisca... – pus minha mão na boca dela.

- Meça bem suas palavras antes de falar dela Natasha. – ameacei. Tasha, assim como todos, sabiam de Rose, eles apenas queriam se enganar pensando que eu amava Tasha. Doce engano.

Prestei atenção nos passos de Tasha enquanto ela se afastava. Ela batia os pés no chão de madeira da antiga casa dos meus pais.

Mas que droga. Nunca pensei que o adeus de uma mulher pudesse doer tanto, Rose sinto tão a sua falta. 
Queria tanto que hoje fosse apenas mais um dia em que ela faria suas birras e depois voltava para mim. A diferença, é que agora, eu sabia que seria para sempre e esse era o pior.

Peguei nas mãos a única foto que eu tinha dela, na minha carteira. Rose estava tão linda que chegava a doer de olhar, doía porque eu sabia que ela nunca mais seria minha. Ao olhar aquela foto, foi inevitável não lembrar do dia que minha sobrinha de quarto anos, Emily, viu a foto.

Emily brincava no jardim de casa rodeada por todos os tipos de brinquedos possíveis. Por ser primeira neta, primeira filha, primeira sobrinha, primeira tudo. Era uma criança bastante mimada, mas não chata. Sempre adorei crianças e amava minha sobrinha.

Aproximei-me dela, sentado na grama verde ao seu lado.

- Oi princesa.

- Oi Titio, quer brincar comigo de casinha? – eu ri, tinha acabado de voltar da casa de Rose e a coisa mais fácil era sorrir.

- Claro que sim. – ela me olhou.

- Ta bom, então eu vou ser a mamãe, você o papai e a minha boneca a filhinha. Agora você tem que me da a sua carteira.

- Para que você quer a minha carteira. – ela me encarou confusa, como se perguntando se eu estava fazendo mesmo aquela pergunta.

- Porque eu sou a mamãe, e a mamãe faz compras com o dinheiro do papai.

- Tudo bem pequena pilantrinha, toma. – dei a ela a carteira de couro preta, não sei exatamente o que aconteceu, mas a carteira caiu e junto com ela a foto de Rose, que Emily pegou nas mãos.

- Ela é bonita. – murmurou, os olhos cravados na foto. – Muito bonita. – Emily me olhou. – Um dia eu vou ser bonita que nem ela, tio?


Obvio que eu não consegui responder, Rose tinha uma beleza única, que talvez nem minha sobrinha alcançasse.

Encarei a foto de novo. Sem sombras de duvidas minha Roza estava linda. Os cabelos quase negros caindo em cascatas pelos ombros. Ela olhava para frente rindo. Aquele riso gostoso de ouvir.  
O riso que eu tinha certeza que nunca mais ouviria. Eu tinha perdido minhas chances com Rose no exato momento em que a deixei fechar a porta ao invés de tomá-la nos braços e contar de meus planos para nós dois. E daí que eu enfrentaria minha família? E daí que eu magoaria Tasha? E daí que eu decepcionaria meus pais?

A única pessoa que eu não poderia magoar, eu magoei. Nada mais importava agora.Narrado por Rose Hathaway

E os dias passavam lentamente, eu nunca conseguiria super a falta que ele fazia, mas agora era algo que eu necessitava. Eu precisava esquecê-lo. Nada mais importava que isso.

- Rose? – Lissa chamou. É, eu ainda estava com ela.

- Vamos sair? To afim de ir ao shopping. Vamos? – assenti.

- Sim, vamos. Espera só eu tomar um banho?

- Ok. – Lissa estava estranha, não nego. Algo a perturbava e eu sabia que essa ida ao shopping era apenas para ela me contar alguma coisa.

Como eu havia visto, tomei um banho rápido. Colocando um vestido azul turquesa e uma sapatilha neutra. Era apenas um shopping e meus pés me matavam, não dava para andar de salto. Soltei os cabelos e sai.

- Estou pronta. – falei.

- Vamos então.

Lissa me puxou até o carro, onde seguimos em silencio até o shopping, enquanto não saímos do estacionamento nada foi dito. Não era nada comparado a um silencio agradável.

- Certo, eu não agüento mais. Quer, por favor, me dizer o que se passa na sua cabeça? – pedi. Ela mordeu os lábios. Mau sinal.
- Er... Rose, eu tenho uma coisa para te contar. – como estávamos perto da praça de alimentação, eu a levei até lá, sentamos, e pedimos um suco.

- Então conta.

- Bem, lembra que eu te falei que tinha conhecido um cara? – perguntou com cautela.

- Lembro, mas o que é que tem isso, Lissa Dragomir?

- Esses dias, nós saímos de novo, como você sabe, e eu descobri o sobrenome dele. – eu rolei os olhos.

- E o que tem? É tão feio assim que você não quer nem chegar perto? – ela riu nervoso.

- Não é isso. É que ele se chama Christian Oz... – o suco chegou.

- Obrigada. – murmurei ao garçom. – Qual é mesmo o nome dele?

- Christian Ozera. – falou rápido. Eu me afoguei. Comecei a tossir compulsiva e vergonhosamente ali.

- O... o que? Ozera? Ozera. Liss. – lamentei

- É, eu sabia que você ficaria chateada. Perguntei a ele se ele conhecia alguma Tasha Ozera e ele disse que era sobrinho dela. Então ele me perguntou o porque disso tudo e eu falei que era amiga da Rose. Como toda a família do Dimitri sabe de você, eu não liguei em falar. Rose, você não sabe como eu me sinto.

- Liss. Ozera? Justo Ozera.

- É, eu sei. – sussurrou.

- E o que ele te disse quando falou que me conhecia? 
Bom. – ela respirou. – Ele disse que era uma grande ironia estar saindo com a amiga da concorrente da tia dele. – ela deixou os olhos distantes, depois sorriu. – Sabe op que ele disse?

- O que ele disse? – perguntei, a voz um pouco mais controlada.

- Ele disse que é contra o casamento da tia com o Dimitri. – Lissa suspirou.

- E você não acreditou nisso, acreditou?

- Claro que acreditei. Christian disse que isso é apenas um jogo de família, que Tasha sempre gostou de Dimitri sim, mas que ele nunca gostou dela. No começo ele apenas aceitava a decisão do pai, mas depois ele conheceu você. – eu pensei no que ela me dizia.

Mesmo não querendo pensar em Dimitri parecia que as coisas sempre jogavam para cima de mim algo relacionado a ele.

- Você esta brava comigo. – Lissa sussurrou depois de meu interminável silencio.

- Não. – disparei em responder. – Não estou, juro que não, só que é estranho ter que conviver com o sobrinho daquela coisinha. Mas tudo bem, o que a gente não faz por uma amiga? – Lissa sorriu, dando um pulo da cadeira.

- AI ROSE, EU TE AMO AMIGA, TE AMO MESMO.

- Sei que sim. – rimos.

Lissa parou, de novo.

- O que foi agora?

- Bem... Christian está aqui, eu meio que marquei um encontro para a gente, para vocês se conhecerem.

- OK. Tchau Liss, te vejo em casa. – levantei da cadeira.

- Não mesmo, Rose Hathaway, você vai comigo.

E assim, saímos de uma praça de alimentação, para entrar em um restaurante. Argh.

(...)

Christian Ozera não era tão ruim assim. Claro que, se não fosse pelo fato de ele estar roubando minha melhor amiga, eu podia gostar dele. As piadas que ele contava eram engraçadas, mas eu não dizia isso a ele, obvio. 
Ao contrario do que pensei, em nenhum momento ele me chamou de vadia ladra de noivos. O que era cômico porque, ele pouco ligava se eu tivesse um caso ou não com o noivo da tia dele. E isso era bom, estava sendo divertido o nosso passeio, agradável até, eu diria.

Lissa insistiu em aproveitar para comprar algumas coisas. Andamos por várias lojas, era divertido andar com ela.

Quase no fim da tarde, passamos perto de uma joalheria e eu decidi parar.

- Quero só dar uma olhada, comprar uma pulseira para mim. – murmurei para eles, Lissa entrou empolgada comigo. Christian fez cara feio, eu apostava que ele estava odiando o fato de estar no shopping com duas garotas fazendo comprar. E isso me agradava muito.

Me encantei com algumas gargantilhas e pulseiras que estavam ali.

- Liss o que acha dessa... – minha frase morreu quando eu vi.

Na entrada da loja, estavam Dimitri e Natasha. Foi inevitável não olhar, meus olhos encontraram os deles, e foi apenas isso, apenas nos encaramos por breves minutos, meu coração palpitou. Saudades, ele gritava.

Até que Natasha me olhou, com ódio obviamente. Eles passaram por mim, ela puxando ele, não saíram da loja, apenas se afastaram, Christian ficou sem graça com a situação, já Lissa chegou perto de mim, e tocou meu braço.

- Você está bem? – questionou, os olhos verdes transbordando preocupação.

- Estou sim, só quero ir para casa. – ela acenou.

- Não vai comprar nada. – neguei, tinha perdido o clima. Ele ainda me abalava.

- Posso ir com vocês? – pediu Christian.

- Claro. – e seguimos para casa. Onde mais uma vez eu só quis tomar um banho e dormir. Caramba, eu ainda ficava um caco quando meu lembrava dele. 
Narrado por Dimitri Belikov

Certo. Tasha me incomodava, muito. Sua voz estava me deixando atordoado e com raiva.

- Podemos ir ao shopping. – propôs, e eu quase disse que, se isso a faria calar a boca, eu ia sim.

- Claro. – respondi simplesmente. Ela levantou sorrindo, e disse que tomaria um banho. Enquanto ela saia, minha irmã mais nova entrou na sala.

- Você não gosta dela. – falou.

- Não. Mas eu não posso fazer nada. – a encarei.

- Claro que pode, sai correndo atrás de Rose, faça o que tem que ser, mas vai atrás da sua felicidade, meu irmão. Não gosto de te ver com ela apenas por capricho de nossos pais, você sofre com isso. – sorri minimamente.

- Rose. – falei, com veneração, saboreando o modo como seu nome saia de meus lábios. – Ela sequer vai olhar na minha cara. – minha irmã sorriu.

- Que sabe, mas você sequer tentou, não esta em condições de afirmar nada.

- Queria que tudo fosse fácil assim.

- E é. Você é quem não quer, acho.

- Como diz isso? Eu a amo tanto, estava disposto a tudo para tê-la para mim, enfrentaria nossos pais, mas ela desistiu de nós. – baixei a cabeça, minha irmã pos a mão em meu rosto e o segurou perto do seu.

- Não. Você desistiu de vocês.



(...)



As palavras de minha irmã ainda rodavam em minha mente enquanto entravamos no shopping. Era ruim pensar que eu tinha destruído o que mais me valia.

- O que você acha de eu comprar um bracelete? Preciso de um novo.

- Mas você tem vários. – Tasha me encarou.

- Mas eu quero outro. – dei de ombros.

- Que seja. – andamos em direção a uma joalheria qualquer, meu interesse era mínimo. 
Aqui. – anunciou quando chegamos. – Vamos entrar. – ela segurou meu braço, e foi então que eu ouvi a voz mais doce do mundo, a única voz que acalmava.

- Liss o que acha dessa... – então sua voz morreu, ela me encarou, ficamos assim por poucos segundos, estava disposto a atravessar a pequena distancia que nos separava e agarrá-la. Mas Tasha me segurou.

Passamos por Rose e Lissa, elas saíram logo que entramos. Ela estava tão linda naquele vestido azul turquesa, sexy. A minha garotinha.

Droga, porque eu simplesmente não a tinha.

- Dimitri, se controle, deixe aquela vadia. – meu sangue fervia quando ela falava de Rose assim. Mas eu sabia que se a respondesse a altura, estaria sendo grosseiro, e nós não precisávamos disso, não agora.

- Me escute. – ela continuou. – Nós vamos comprar o meu bracelete, passear por ai, a noite, chegaremos em casa, e sairemos para jantar.

Eu estava tão cansado que apenas assenti. Um verdadeiro cachorrinho com o rabo entre as pernas.
Narrado por Rose Hathaway

Meu plano de morrer dormindo não deu certo. Não, eu não ia me matar, estava dizendo apenas que queria ficar de molho na cama até... sempre. Mas Lissa e Christian logo foram dizendo o que o dia não tinha acabado. Isso foi após Liss receber um telefonema.

- Alô. – atendeu. Ela sorriu ouvindo quem quer que fosse do outro lado da linha.

- Não acredito que é você. Ai.Meu.Deus. – ela parou de novo. – Claro que sim. Que horas? Pode deixar, eu levo ela, precisamos nos divertir mesmo. – ela se despediu sem dizer nomes, e com os olhos brilhando, olhou para mim.

- Quem era? – eu e Christian dissemos em uníssono. Lissa nos encarou, a sobrancelha erguida.

- Mas agora sim, né. E se eu dissesse que não interessa a vocês? – decidi desafiá-la.

- E se eu disse que se você não nos contar eu e Christian vamos sair por ai sem você, sabe Lissa, você ficaria sozinha.

- Argh. Seus chatos era o Adrian. – morri e ressuscitei. Adrian Ivashkov, meu ex-namorado e primo de Lissa.

- O... o que ele queria? – ousei perguntar.

- Ele esta na cidade, e nos convidou para jantar.

FIM DA PRIMEIRA PARTE.
   

Olá

Bom, não tenho nenhuma finalidade de o porque ter feito esse blog, sou apenas apaixonada pela série Vampire Academy e entre conversas com uma amiga muito, muito especial, passamos a nos chamar de Lissa e Rose, é algo bobo e só nosso. kk''
Mas agora falando sério, a algum tempo escrevo fanfics com a série VA e talvez esse seja um espaço para os leitores saberem mais sobre as minhas fanfics relacionadas a ela e também tudo que posso envolver esse maravalhoso Universo Alternativo de Academia de Vampiros.
Espero que gostem do conteudo que será mostrado aqui.
Beijos.